A equipe do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho foi ao local assim que notificada. Infelizmente o animal não resistiu.
Logo cedo da manhã desta última terça-feira (22), a equipe do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho (PVPBM) recebeu uma notificação de encalhe de um mamífero aquático de grande porte no litoral sul da Paraíba, no município de Conde, na altura de Tabatinga. O animal havia sido avistado inicialmente com vida, mas logo em seguida chegou a óbito. A equipe do PVPBM, realizado pela Fundação Mamíferos Aquáticos com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, já estava em deslocamento ao local.
Se tratava de uma Baleia-bicuda-de-Cuvier (Ziphius cavirostris), com 5,95 metros de comprimento total. Essa espécie apresenta aproximadamente 2,7m no nascimento e pode chegar até 6,9m.
Como forma de avaliar a causa morte, foram realizadas a coleta de amostras biológicas que serão encaminhadas para análises histopatológicas e demais diagnósticos laboratoriais.
Após a conclusão de todos os procedimentos técnicos, a Prefeitura de Conde (PB), por meio da Secretaria de Meio Ambiente, em conjunto com a equipe do PVPBM, enterrou a carcaça do animal. Toda a operação foi executada em colaboração com a equipe da APA da Barra do Rio Mamanguape/ICMBio, contando ainda com o apoio da equipe do Observatório Marinho, que imediatamente compartilhou informações sobre o encalhe.
MAIS SOBRE A ESPÉCIE:
Com ampla distribuição geográfica, as baleias-bicudas-de-cuvier têm sido avistadas com maior frequência que as demais espécies de baleia-bicuda. Em determinadas situações o tamanho dos grupos pode chegar até 12 indivíduos. O encalhe desta espécie já foi registrado anteriormente no litoral da Paraíba.

ENCALHE DE ANIMAIS MARINHOS:
Nos casos envolvendo o encalhe de mamíferos aquáticos é sempre importante acionar imediatamente as instituições competentes, especialmente quando envolve animais vivos. Os encalhes apresentam diversas causas e devemos considerar a possibilidade de tratar-se de animais doentes, filhotes ainda dependentes, entre outras causas. Neste sentido, as equipes especializadas têm treinamento técnico e equipamentos adequados para avaliar a condição do animal, prestar os primeiros cuidados e decidir se ele pode ser devolvido ao mar com segurança.
Além disso, há riscos para quem tenta ajudar sem orientação. Mamíferos marinhos podem transmitir doenças (zoonoses), reagir de forma imprevisível por estresse ou dor, e até causar acidentes físicos devido ao tamanho e força. Profissionais sabem como lidar com isso minimizando riscos para todos.
Por fim, intervenções inadequadas — mesmo bem-intencionadas — podem piorar a situação, como tentar empurrar o animal de volta ao mar sem avaliação, o que pode levá-lo a encalhar novamente ou morrer.

O QUE FAZER AO ENCONTRAR UM ANIMAL MARINHO ENCALHADO?
Caso encontre uma baleia ou qualquer outro mamífero marinho encalhado morto na Paraíba, acione imediatamente o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho/ Fundação Mamíferos Aquáticos pelos telefones: (83) 99961-1338. Não se aproxime e nem toque na carcaça.
E se acontecer de encontrar um mamífero aquático (peixe-boi-marinho, baleia, golfinho) encalhado vivo, siga estas orientações:
1. Aproxime-se devagar e fale baixo para não assustá-lo;
2. Observe se o animal está respirando e se mexendo;
3. Comunique imediatamente às instituições ambientais atuantes na região (Na Paraíba, em Sergipe e litoral norte da Bahia, entre em contato com o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho/Fundação Mamíferos Aquáticos pelos telefones: (83) 99961-1338.
4. No caso de golfinho e peixe-boi, proteja-o do sol: faça uma sombra, cubra com panos claros ou toalhas e molhe a pele sempre, tomando cuidado para não cobrir as narinas;
5. Cuidado para não jogar água nas narinas, quando estiverem abertas;
6. Afaste os curiosos. Se precisar, chame os policiais e bombeiros (ligue 190 ou 193);
7. Não devolva o animal para o mar;
8. Não alimente.
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